
O lateral esquerdo Dalmo Gaspar foi o autor do gol da vitória por 1 a 0 do Santos sobre o Milan, no dia 16 de novembro de 1963, no Maracanã. Seria mais uma simples partida de futebol se não estivesse valendo o título mundial. E Dalmo deu o mundo para o time de vila Belmiro, o Peixe. O cobrador oficial seria Pepe. Inspirado e confiante, Dalmo Gaspar – que jogou no Paulista no início da década de 50 – pediu a bola e fez a cobrança. Gol…
O jundiaiense Dalmo, apesar do talento, não jogou pela seleção brasileira e não participou de nenhuma Copa do Mundo. Eram outros tempos: havia tantos craques que os treinadores tinham dificuldade para escolher os melhores…
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O texto de Émerson Gáspari explica como foi o momento épico da carreira de Dalmo: “Na hora da cobrança do penal que Almir ‘cavou’ aos 31 minutos, Dalmo ‘refugou’ a primeira cobrança, reclamando com o juiz de que o goleiro Balzarini havia se adiantado. E depois, com toda a habitual calma do mundo, cobrou de direita no canto esquerdo do arqueiro que adivinhou o canto, mas não pegou! A maior ‘paradinha’ de todas as que ele executou na vida e o maior gol da gloriosa história do Santos, sem dúvida!”

Por muitos anos, Dalmo e Pelé protagonizaram uma deliciosa polêmica. O lateral dizia que ele tinha inventado a paradinha na cobrança de pênaltis. A sabedoria popular, por outro lado, diz que o artifício é obra do rei do futebol. Dalmo Gaspar nasceu e morreu em Jundiaí, com 82 anos. Um ano antes de falecer, em 2014, ele foi homenageado pela Prefeitura de Jundiaí
Carreira – Dalmo Gaspar começou a carreira no Paulista e teve passagem pelo Guarani. De lá, foi para o Santos, onde marcou seu nome na história do time da Baixada Santista. Ele fez parte da lendária equipe formada por Gilmar, Lima, Mauro, Dalmo, Zito, Calvet, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
No Santos, conquistou cinco campeonatos paulistas (1958/60/61/62/64), duas Taças Brasil (1961e 1964), duas Libertadores (1962 e 1963), dois campeonatos mundiais interclubes (1962 e 1963), o Rio-São Paulo de 1959, além de torneios internacionais, como o de Paris (1960 e 1961), o de Valência (1959), Cidade do México (1959), Itália (1961) e San José (1961).
Dalmo atuou em 369 jogos com a camisa do Santos, marcando quatro gols. O mais importante foi no dia 16 de novembro de 1963, quando, de pênalti, deu a vitória aos santistas diante do Milan, da Itália, e garantiu o bicampeonato mundial para o Peixe.
Dalmo morreu em fevereiro de 2015. Ele estava internado no Hospital Paulo Sacramento com infecção sanguínea e sofria há mais de um ano do mal de Alzheimer. (vídeo acima – reportagem Amanda Leal/TVE).
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